Castelo de Almourol reabre ao público no dia 14 de janeiro, com condicionantes, podendo vir a ficar interditas as passagens em caso de subida dos caudais.
Castelo de Almourol
Cercado pelas águas do rio Tejo, destaca-se num maciço granítico de uma ilhota do Tejo, entre Vila Nova da Barquinha e Praia do Ribatejo.

Coordenadas: 39.462734º, -8.382241º
Local: Praia do Ribatejo
Morada: Ilhota do Rio Tejo

Situado numa pequena ilha escarpada, no curso médio do rio Tejo, o Castelo de Almourol é um dos monumentos militares medievais mais emblemáticos e cenográficos da Reconquista, sendo, simultaneamente, um dos que melhor evoca a memória dos Templários no nosso país.

As origens da ocupação deste local são bastante antigas e, por isso mesmo, enigmáticas. Alguns autores referiram a possibilidade de aqui se ter instalado um primitivo reduto lusitano, ou pré-romano, posteriormente conquistado por estes, e com vagas de ocupação ao longo de toda a Alta Idade Média. Fosse como fosse, o certo é que em 1129, data da conquista deste ponto pelas tropas portuguesas, o castelo já existia e denominava-se Almorolan.

Entregue aos Templários, que então efectivavam o povoamento entre o Mondego e o Tejo, sendo mesmo os principais responsáveis pela defesa da capital, Coimbra, o castelo foi reedificado e assumiu as características arquitectónicas e artísticas essenciais, que ainda hoje se podem observar. Através de uma epígrafe, colocada sobre a porta principal, sabemos que a conclusão das obras deu-se em 1171, escassos dois anos após a grandiosa obra do Castelo de Tomar, mandada edificar por Gualdim Pais, cuja actividade construtiva à frente da Ordem, nas décadas de 60 e 70 do século XII, foi verdadeiramente surpreendente. São várias as características que unem ambos, numa mesma linha de arquitectura militar templária. Em termos planimétricos, a opção por uma disposição quadrangular dos espaços. Em altura, as altas muralhas, protegidas por nove torres circulares, adossadas, e a torre de menagem, verdadeiro centro nevrálgico de toda a estrutura.

Estas últimas características constituem dois dos elementos inovadores com que os Templários pautaram a sua arquitectura militar no nosso país. Com efeito, como deixou claro Mário Barroca, a torre de menagem é estranha aos castelos pré-românicos, aparecendo apenas no século XII e em Tomar, o principal reduto defensivo templário em Portugal (BARROCA, 2001, p.107). A torre de menagem do castelo de Almourol tinha três pisos e foi bastante modificada ao longo dos tempos, mas mantém ainda importantes vestígios originais, como a sapata, que nos dá a dimensão geral da estrutura. Por outro lado, também as muralhas com torreões adossados, normalmente providas de alambor, foram trazidas para o ocidente peninsular por esta Ordem, e vemo-las também aplicadas em Almourol.

Extinta a Ordem, e afastada a conjuntura reconquistadora que justificou a sua importância nos tempos medievais, o castelo de Almourol foi votado a um progressivo esquecimento, que o Romantismo veio alterar radicalmente. No século XIX, inserido no processo mental de busca e de revalorização da Idade Média, o castelo foi reinventado, à luz de um ideal romântico de medievalidade. Muitas das estruturas primitivas foram sacrificadas, em benefício de uma ideologia que pretendia fazer dos monumentos medievais mais emblemáticos verdadeiras obras-primas, sem paralelos na herança patrimonial. Data, desta altura, o coroamento uniforme de merlões e ameias, bem como numerosos outros elementos de índole essencialmente decorativa e muito pouco prática.

No século XX, o conjunto foi adaptado a Residência Oficial da República Portuguesa, aqui tendo lugar alguns importantes eventos do Estado Novo. O processo reinventivo, iniciado um século antes, foi definitivamente consumado por esta intervenção dos anos 40 e 50, consumando-se, assim, o fascínio que a cenografia de Almourol causou no longo Romantismo cultural e político português.

A singular localização do Castelo torna-o um dos mais bonitos monumentos do país, tendo sido considerado Monumento Nacional em 1910.

Em 2007, foi um dos 21 finalistas da eleição das 7 Maravilhas de Portugal.

Em novembro de 2013 foi eleito “Estrela do Médio Tejo”, na categoria de Património Histórico Edificado, iniciativa da NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém, organizada com o objetivo de distinguir as maravilhas que existem na região.

O monumento foi alvo de obras de melhoria nas muralhas e interiores em 2014, obra financiada por fundos comunitários, através de candidatura do Município. No ano seguinte foi alvo de nova intervenção, desta vez para instalação do projeto de musealização.

Em 2018, a autarquia volta a fazer melhoramentos, através da operação “Valorização do Castelo de Almourol”, que se traduziu na melhoria das condições de acesso do público ao castelo e na intervenção de requalificação do coberto vegetal da Ilha do Almourol, da requalificação da margem direita e na colocação de um palco para espetáculos dentro do castelo. No final desse ano foi inaugurado aquele que é o equipamento complementar ao Castelo, o Centro de Interpretação Templário de Almourol, em Vila Nova da Barquinha, com objetivo alcançar os 100.000 visitantes ano.

No início de 2022 tornou-se no principal atrativo do novo Trilho Panorâmico do Tejo. Para fazer a caminhar ou a pedalar, tem uma extensão de cerca de 10,5 quilómetros à beira rio, num percurso linear que pode ser feito em qualquer altura do ano, entre a foz do rio Zêzere e Vila Nova da Barquinha. Permite aos visitantes um contacto único com a natureza e com alguns dos ícones do património cultural nacional, num cenário de enorme beleza paisagística.

Horário de Inverno:
1 de novembro a 29 de fevereiro (encerra à 2.ª feira)
10h00 às 13h00 (última passagem para o Castelo às 12h20)
14h30 às 17h30 (última passagem para o Castelo às 16h40)

Horário de Verão:
1 de março a 31 de outubro (encerra à 2.ª feira; abertos todos os dias de 1 maio a 30 de setembro)
10h00 às 13h00 (última passagem para o Castelo às 12h20)
14h30 às 19h00 (última passagem para o Castelo às 18h20)

Preço – 4 € por pessoa, inclui visita ao Centro de Interpretação Templário (CITA), no horário respetivo.

Partidas de barco junto ao Castelo (20 em 20 minutos)
GPS: 39.462734, -8.382241
Partidas de barco do cais de Tancos (para grupos superiores a 15 pessoas, por marcação)
GPS: 39.458748, -8.399042

Contactos, reservas, faturação e informações:
Junta de Freguesia de Tancos
T (+351) 249 712 094 | 962 625 678 | 963 668 448
jftancos@gmail.com

Visitas guiadas
Informações e marcação de visitas:
Posto de Turismo de Vila Nova da Barquinha
GPS: 39.457788,-8.432549

Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha
Largo 1.º Dezembro
2260-403 Vila Nova da Barquinha
T (+351) 249 720 353 / 249 720 358

www.cm-vnbarquinha.pt